Encontros mensais

Inteligência conjugal


Só o amor não basta!
Pr. Josué Goçalves

“Você quer ter razão ou ser feliz?”


Minha esposa Rousemary estava aconselhando uma amiga, e no meio do aconselhamento ela fez uma pergunta que sintetiza tudo o que eu gostaria de dizer em uma palestra de uma hora. A resposta a esta pergunta sempre vai revelar se você está agindo e reagindo com inteligência conjugal. Disse ela à sua amiga:- Você quer ter razão ou ser feliz?
O amor-romântico não é tudo em um relacionamento. Infelizmente, muitos jovens se casam pensando que o “amor-romântico” será à base de sustentação de uma vida conjugal equilibrada, harmoniosa e feliz. Pode até ser que na primeira faze, que é a da idealização, onde não se vê o real, mas sim àquilo que foi sonhado, projetado e idealizado, este tipo de amor seja a base. Porém, quando os dois forem “caindo na real” e os defeitos forem aparecendo e o “anjo” ganhar a forma de “ser-humano” com todas as imperfeições, traumas e limitações o “amor-romântico” deixará de ser suficiente.
Eu diria que os casais brigam, não por falta de amor, mas por falta de inteligência conjugal. Até para ser feliz é preciso ser inteligente! Há um texto na carta do apóstolo Paulo escrito aos Efésios, que expressa a importância de compreender esse princípio:

“Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela (v.25) para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, (v.26) e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou (v.27) coisa semelhante, mas santa e inculpável”.

O que o apóstolo está querendo nos ensinar, é: Todas as vezes que o marido investe na sua esposa, o mais beneficiado é ele mesmo. “...para apresentar a si mesmo como igreja(esposa) gloriosa...” isso é inteligência conjugal. Se esta não for a visão que orienta a vida dos dois, a competição passa a existir impedindo que eles sejam “aliados íntimos” contra os inimigos do casamento, que não são poucos.
“Você quer ter razão ou ser feliz?” Não são poucos os casais que por causa da inflexibilidade, gastam uma fortuna com aquilo que não vale uma moeda de cinqüenta centavos de reais. É a “mania” de querer sempre ter razão, mesmo que isto aprofunde a crise, gere magoas, levante um muro de resistência provocando um distanciamento cada vez maior um do outro. A humildade é uma das virtudes da inteligência conjugal. Na convivência a dois é necessário algumas vezes um “perder” para que os dois possam ganhar. Estruturas rígidas quebram com facilidade. As árvores que suportam as grandes tempestades e não se quebram, são as flexíveis. Quando o homem e a mulher atingem esse nível de maturidade, vivendo com flexibilidade, é porque definitivamente entenderam que inteligência conjugal mais amor adulto gera a verdadeira felicidade.
É importante compreender que para ser feliz, você não precisa se anular, tornando-se um “boneco” sem o direito de sugerir, opinar, contrariar, participar etc. O casamento não pode provocar a morte do “eu” e nem da “individualidade” de cada cônjuge. É extremamente preocupante quando ouço alguém dizendo: “Estou casado ou casada a trinta anos e nunca brigamos, discutimos ou gritamos um com o outro!” Se isso for verdade, é porque os dois não se amam, ou estão juntos mas nunca compreenderam o que é casamento. Só quem deseja o melhor para o outro é que reclama, critica, cobra, aponta as áreas que precisam melhorar. Quem um dia ou outro não acorda mal humorado, irritado, estressado ou perturbado com alguma situação que lhe foge ao controle. Onde não há preocupação com o outro, não há brigas, discussões porque impera a indiferença que é a maior demonstração de falta de amor maduro e de inteligência conjugal.
É bom “brigar - construtivamente” para se ter razão, quando o que está em jogo é a estabilidade da relação, o futuro da família, o equilíbrio financeiro, a vida espiritual do cônjuge e a felicidade do casal. Quando a causa da “batalha travada” é algo banal, pequeno no seu valor e importância, todo tempo e energia que se gasta é um desperdício tolo, ai, não vale a pena ter razão é preferível ser feliz. É nesta perspectiva que vamos refletir sobre casamento feliz, uma questão de inteligência conjugal.


17 de maio de 2007
Maceió – AL

Unidos para fazer DiferençaO Casamento pelo lado Romântico, é a união entre dois corações, cujos mesmos sentimentos são exteriorizados, abertos, descobertos, de um para o outro.

Na prática entretanto, o casamento, é uma união, uma renúncia mútua do individualismo, que pode ser a renúncia de alguém, algum objeto ou até mesmo de um sonho não conquistado. Casamento é entregar-se para entender os desejos e suspiros de seu companheiro(a).

Nossos defeitos familiares são claros e reais, precisamos identifica-los com sinceridade de coração, para que possamos tomar as devidas providência de maneira verdadeira. O apostolo Paulo disse que aquele que não tiver apto para governar a sua casa, não está apto para governar nenhum dos encargos que Deus lhe atribuir. O marido neste contexto deve se voltar para a família com prioridade, porque o fortalecimento de sua vida pessoal vai depender de sua vida familiar, e só através de um relacionamento sincero e franco, entre esposa e filhos é que iremos conseguir isso.

É importante viver cada instante de nossa vida, sabendo apreciar tudo em nossa volta, como a natureza, as pessoas, os animais, enfim as coisas belas que a vida nos oferece. Temos que definir horários de trabalhar, e horários de descansar, aproveitando ao máximo esses horários de lazer com a nossa família, tanto em nossa casa, quando em outros lugares realizando atividades lúdicas, tal como um Zoologioco, uma Praia, um Parque, etc. Evitando passar grandes períodos diante de uma televisão, ou de um computador. É necessário colocar as conversas em dia. Aproveite o tempo livre, para viajar, ou excurssionar. É necessário que a família tenha um lazer aprazível.

O Amor é como uma plantinha que precisa ser cuidada todos os dias, o homem e a mulher precisam se cuidar múltuamente, todos os dias. Precisamos nos relacionar abertamente um com o outro, sempre procurando um bom diálogo, expressando carinho, amor, compreensão, respeito, confiança e paciência na vida conjugal. Sem a comunicação, fica difícil o relacionamento, porque isso irá acumular mágoas e dissabores para toda a família.

Se não houver sabedoria em uma crise prolongada, deve-se pedir ajuda pastoral, para que se evite uma separação. Por outro lado, muitos casais consequem superar estas fases de modo a resgatar o gosto e o prazer da vida a dois, cirando novas oportunidades de viver intensamente a vida como ela se apresenta.

O Relacionamento sexual muita das vezes é minado por raíses de amarguras, quando na verdade o ato sexual entre o casal, é benção de Deus para ser desfrutada.

Reflita sobre isso, porque você pode ter uma família muito feliz e unida. É importante valoriza a família que você tem, porque se você não a valorizar, ninguém a fará.
FELIZ 2009!!!!
Guilherme Falcão - Psicólogo e Pós-graduado em Teologia e Cícero Manoel Bezerra - Pastor em Altônia (PR)
Revista Raio de Luz

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POR QUE BONS CASAMENTOS TROPEÇAM EM COISAS RUINS?

Outro dia, depois de ministrar para centenas de casais, quando voltava para casa perguntei para minha esposa no final: "Quantos dentre aqueles casais que participaram hoje da palestra são realmente felizes no casamento? Quantos estão vivendo de acordo com o que foi planejado por Deus?" Se você é casado, que nota você daria para o seu casamento? Você é feliz no seu casamento?
Há um texto na Bíblia, no livro de Eclesiastes que revela o desejo do coração de Deus para cada casal: "Goza a vida com a mulher que amas..." (Ec 9.9) Quando Deus planejou o casamento, Ele pensou em um relacionamento que proporcionasse ao casal alegria, felicidade, cumplicidade, prazer e paz. Infelizmente, com a queda (Gn 3) o homem passou a viver as conseqüências do pecado também no casamento. Mas Jesus se manifestou para trazer cura e restauração (Lc 19:10). Hoje é possível ser feliz no casamento, basta praticar os princípios estabelecidos na Palavra do Senhor que é o nosso manual de instrução (Sl 119:105).
Quando é que bons casamentos tropeçam em coisas ruins? Quando as expectativas não são cumpridas. Quando você se casou, o que você esperava do seu cônjuge? Todos os jovens que estão se preparando para casar, nutrem expectativas em relação ao futuro cônjuge. A jovem desenha na sua mente tudo o que ela espera daquele que será o seu marido. Muitas dizem: meu futuro marido será sensível às minhas necessidades, romântico, gentil, afetuoso, generoso, bom amante, amigo, companheiro de todas as horas, trabalhador, bom genro etc. Não é diferente com o rapaz, que pensa: Minha futura esposa será romântica, generosa, mansa, carinhosa, boa amante, sensível as minhas necessidades, amiga, companheira e boa nora. Ai eles se casam, mas com um ano, os dois se frustram, porque nada daquilo que foi tão esperado acontece. Por que? Uma das razões é porque na maioria das vezes os casais não praticam a arte da comunicação construtiva. Um não sabe qual é a real necessidade do outro. Quando não há diálogo, as necessidades não são conhecidas e por isso não são supridas. Bons casamentos, onde os casais evitam tropeçar em coisas ruins, são aqueles aonde os dois se preocupa em manter os canais de comunicação sempre abertos.
Nunca deixe o seu marido/esposa ficar tentando adivinhar quais são as suas carências, necessidades ou anseios, converse, dialogue, explique, se abra. Não existe outro caminho para superar este problema, a não ser através da comunicação. O que não sabem, é que não basta escutar, é preciso ouvir com o coração o coração do outro. Ouvir com sensibilidade é se importar com aquilo que é importante para o outro. Que bom se você acordasse amanhã, perguntado para si mesmo: "O que eu posso fazer hoje para suprir uma carência ou necessidade do meu cônjuge?" Esse é um dos segredos de uma vida a dois que vale a pena ser vivida! Reflita sobre isso e compartilhe com o seu cônjuge.
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Pr. Josué Gonçalves